{"id":5014,"date":"2018-06-08T15:15:52","date_gmt":"2018-06-08T18:15:52","guid":{"rendered":"http:\/\/191.252.128.162\/~divisaalegremg\/?p=5014"},"modified":"2020-08-24T09:46:39","modified_gmt":"2020-08-24T12:46:39","slug":"historia-e-dados","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/saoroquedeminas.mg.gov.br\/?p=5014","title":{"rendered":"Hist\u00f3ria e dados"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong>DAS ENTRADAS E BANDEIRAS AOS DIAS ATUAIS<br \/>\n<\/strong><br \/>\nO Munic\u00edpio de S\u00e3o Roque de Minas faz parte da regi\u00e3o onde anteriormente habitavam os temidos \u00cdndios Cataguazes, (Catu-An\u00e1 ou Catagu\u00e1s), que em 1675 foram dizimados pelo bandeirante Louren\u00e7o Castanho Taques.<br \/>\nAlojaram-se em suas terras, posteriormente, os negros escravos, fugidos das redondezas, que ali formaram os c\u00e9lebres quilombos, aproveitando as terras f\u00e9rteis da cabeceira do Rio S\u00e3o Francisco, ent\u00e3o denominado \u201cCabrestos Grandes\u201d. Esses negros viviam da agricultura, da pesca e da ca\u00e7a, e, durante longos anos resistiram ao dom\u00ednio dos brancos. Somente em meados do s\u00e9culo XVIII, possivelmente em 1758, Diogo Bueno da Fonseca, de ordem do ent\u00e3o Governador das Gerais, conseguiu aniquil\u00e1-los em lutas sangrentas.<br \/>\nA partir dessa \u00e9poca, a regi\u00e3o passou a ser povoada por mesti\u00e7os e brancos provindos dos centros de minera\u00e7\u00e3o das vizinhan\u00e7as, ent\u00e3o em decad\u00eancia.<br \/>\nO povoado surgiu como na maioria dos munic\u00edpios brasileiros; da f\u00e9 religiosa dos seus habitantes, que, em 1762 constru\u00edram uma capela em honra a S\u00e3o Roque, sob a lideran\u00e7a de Manoel Marques de Carvalho, o fundador da cidade. A capela localizava-se em terreno da fazenda de propriedade do fundador, onde hoje denomina-se Capela Vellha.<br \/>\nPosteriormente a fazenda foi vendida a Belarmino Rodrigues de Melo, que, em 1858, doou as terras que vieram a formar o patrim\u00f4nio da futura cidade de S\u00e3o Roque de Minas. O povoado tomou o nome de S\u00e3o Roque.<br \/>\nA Par\u00f3quia de S\u00e3o Roque foi criado pela Lei Provincial n\u00ba 906 de 08-06-1858, ent\u00e3o pertencente ao arcebispado de Mariana-MG<br \/>\nO Distrito de S\u00e3o Roque foi criado pela Lei Estadual n\u00ba 2, de 14 de setembro de 1891, pertencente ao Munic\u00edpio de Piumhi, onde o denominado povoado de S\u00e3o Roque passou \u00e0 categoria de Vila de S\u00e3o Roque. Na Divis\u00e3o Administrativa, em 1911, nos quadros de apura\u00e7\u00e3o do Recenseamento Geral de 01 de setembro de 1920, e na divis\u00e3o administrativa do Estado, fixada pela Lei Estadual n\u00ba 843, de 07 de setembro de 1923, o referido distrito figura como integrante do Munic\u00edpio de Piumhi; mantido o mesmo quadro na divis\u00e3o administrativa de 1933, bem como nas divis\u00f5es de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, e tamb\u00e9m no anexo ao Decreto-lei Estadual n\u00ba 88, de 30 de mar\u00e7o de 1938.<br \/>\nA Lei Org\u00e2nica Federal n\u00ba 311, de 02 de mar\u00e7o de 1938 estabelece a cria\u00e7\u00e3o de novos munic\u00edpios, mas, somente em 17 de dezembro de 1938, por for\u00e7a do Decreto-Lei Estadual n\u00ba 148, criou-se o Munic\u00edpio de Guia Lopes e a ent\u00e3o Vila de S\u00e3o Roque, foi elevada \u00e0 categoria de Sede do referido Munic\u00edpio, desmembrando-se de Piumhi; o mesmo Decreto-lei criou tamb\u00e9m o Distrito de Serra da Canastra (ex-S\u00e3o Jo\u00e3o Batista da Serra da Canastra), cuja sede passou a denominar-se Vila de Serra da Canastra.<br \/>\nEm 01 de janeiro de 1939 \u00e9 instalado solenemente o Munic\u00edpio de Guia Lopes bem como o Distrito de Serra da Canastra.<br \/>\nA denomina\u00e7\u00e3o de Guia Lopes, foi em homenagem a Jos\u00e9 Francisco Lopes, seu ilustre filho e bravo guia das tropas brasileiras durante a c\u00e9lebre \u201cRetirada da Laguna\u201d.<br \/>\nNa divis\u00e3o judici\u00e1rio-administrativa do Estado, estabelecido pelo mesmo Decreto-Lei Estadual n\u00ba 148, para vigorar no q\u00fcinq\u00fc\u00eanio 1939-1943, se apresenta o Munic\u00edpio subdividido em 2 distritos: Guia Lopes (ex-S\u00e3o Roque), desligado do Munic\u00edpio de Piumhi, e Serra da Canastra (ex-S\u00e3o Jo\u00e3o Batista da Serra da Canastra), desanexado do Munic\u00edpio de Sacramento.<br \/>\nSegundo a divis\u00e3o territorial do Estado, vigente em 1944-1948, e estatu\u00edda pelo Decreto-lei Estadual n\u00ba 1.058, de 31 de dezembro de 1943, o Munic\u00edpio de Guia Lopes subdivide-se em 3 distritos: o da Sede (Guia Lopes) e o de Serra da Canastra e mais o de Vargem Bonita, cuja sede passou a denominar-se Vila de Vargem Bonita, sendo este criado pelo referido Decreto-lei n\u00ba 1.058, de 31 de dezembro de 1943, com territ\u00f3rio desmembrado do distrito-sede do pr\u00f3prio Munic\u00edpio de Guia Lopes.<br \/>\nDe conformidade com as divis\u00f5es territoriais do Estado, em vigor nos q\u00fcinq\u00fc\u00eanios 1939-1843 e 1944-1948, e fixados, respectivamente, pelos Decretos-leis Estaduais n\u00bas 148 de 17 de dezembro de 1938, e 1.058 de 31 de dezembro de 1943, o Munic\u00edpio de Guia Lopes, criado pelo primeiro dos Decretos-Leis citados, subordina-se ao termo e \u00e0 Comarca de Piumhi.<br \/>\nGuia Lopes foi elevada a sede de Comarca pela Lei Estadual n\u00ba 1.039 de 12 de dezembro de 1953, lei esta que criou tamb\u00e9m o Distrito de S\u00e3o Jos\u00e9 do Barreiro, cuja sede passou a denominar-se Vila de S\u00e3o Jos\u00e9 do Barreiro, pertencente ao ent\u00e3o Munic\u00edpio de Guia Lopes, cujo per\u00edmetro urbano e suburbano da mesma foi delimitado pela Lei Municipal n\u00ba 173 de 12 de janeiro de 1954.<br \/>\nEm 13 de Junho de 1954 \u00e9 instalado solenemente o Distrito de S\u00e3o Jos\u00e9 do Barreiro.<br \/>\nAp\u00f3s um plebiscito popular realizado em 1962, o Munic\u00edpio de Guia Lopes, por for\u00e7a da Lei Estadual n\u00ba 2.764, de 30 de dezembro de 1962, teve sua denomina\u00e7\u00e3o alterada para S\u00e3o Roque de Minas. (S\u00e3o Roque de Minas, para diferenciar do Munic\u00edpio j\u00e1 existente de S\u00e3o Roque, sede do mesmo nome, no Estado de S\u00e3o Paulo<br \/>\nJos\u00e9 Francisco Lopes<br \/>\nO Guia Lopes<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nasceu na hoje Fazenda Tamanca (pesque-pague Gar\u00e7a Branca, de propriedade de Jo\u00e3o Arantes de Faria Neto \u2013 Jo\u00e3o do Zacarias), zona rural no munic\u00edpio de S\u00e3o Roque de Minas-MG,\u00a0 localizada no quil\u00f4metro 6, da estrada secund\u00e1ria, S\u00e3o Roque de Minas\/Vargem Bonita, em 26 de fevereiro de 1811, filho de Ant\u00f4nio Francisco Lopes e de Teot\u00f4nia Joaquina de Souza Neta. A fazenda onde nasceu foi de propriedade da fam\u00edlia Lopes at\u00e9 o final do s\u00e9culo XIX, quando ent\u00e3o foi transferida para a fam\u00edlia Arantes que a mant\u00e9m at\u00e9 hoje.<br \/>\nJos\u00e9 Francisco Lopes, o \u201cGuia Lopes\u201d, ilustre filho de S\u00e3o Roque de Minas e bravo guia das tropas brasileiras durante a c\u00e9lebre \u201cRetirada da Laguna\u201d, foi bartizado em Piumhi-MG, conforme transcrito na \u00edntegra a sua Certid\u00e3o de Batismo:<br \/>\n\u201cPar\u00f3quia de Nossa Senhora do Livramento de Piumhi-MG \u2013 Certid\u00e3o de Batismo de Jos\u00e9 Francisco Lopes. Livro de Registros de Batismos n\u00ba 1, primeiro caderno, p\u00e1ginas 43 e v\u00ba: \u2018Aos 7 de maio de 1911, batizei e pus os santos \u00f3leos a Jos\u00e9 P\u00e1rvulo, nascido a 26 de fevereiro, filho leg\u00edtimo de Ant\u00f4nio Francisco Lopes e Teot\u00f4nia Joaquina de Souza Neta; pela parte paterna, de Manoel Francisco Lopes, natural de Portugal e de Joana da Costa Ribeiro, natural da Freguezia de Itabira; pela parte materna, de Joaquim de Souza Costa, natural de Itaverava e de Teot\u00f4nia Maria das Neves, natural de Curral Del-Rey. Foram padrinhos: Francisco de Paula Machado e Maria Fel\u00edcia de Jesus, solteiros, filhos do furriel Ant\u00f4nio Vicente Machado, todos desta freguezia. Para constar, fiz este assento. O Vig\u00e1rio: Vicente In\u00e1cio da Silva\u201d<br \/>\nAinda jovem transferiu-se com sua fam\u00edlia para o Mato Grosso do Sul, em \u00e1rea pr\u00f3xima ao Paraguai. Na fazenda da fam\u00edlia, de nome Jardim, dedicaram-se \u00e0 pecu\u00e1ria. Por ser o local ainda ocupado por povos ind\u00edgenas, a cria\u00e7\u00e3o de gado se fazia de forma extensiva, o que permitiu que Jos\u00e9 Francisco Lopes e seus irm\u00e3os se tornassem profundos conhecedores da regi\u00e3o que seria o palco da Guerra do Paraguai.<br \/>\nPor viverem em uma \u00e1rea isolada e desprotegida, logo no in\u00edcio dos conflitos, em 1864, ap\u00f3s uma incurs\u00e3o dos paraguaios pelo territ\u00f3rio brasileiro, as tropas sequestraram a esposa e os quatro filhos de Jos\u00e9 Francisco Lopes, levando-os presos para aquele pa\u00eds.<br \/>\nTomado por um sentimento de vingan\u00e7a, Jos\u00e9 Francisco Lopes alistou-se voluntariamente no Ex\u00e9rcito brasileiro para guiar as tropas que iniciavam uma ofensiva por terra ao territ\u00f3rio paraguaio. As tropas, vindas do Rio de Janeiro, tendo recebido refor\u00e7os de Uberaba, encontraram v\u00e1rias cidades do sul mato-grossense abandonadas, entre elas Coxim e Miranda. Ademais, ap\u00f3s tamanha caminhada, ao chegarem aos limites do territ\u00f3rio brasileiro, j\u00e1 se encontravam exaustos e fragilizados. Jos\u00e9 Francisco Lopes abriu m\u00e3o do gado da fam\u00edlia para aliment\u00e1-los.<br \/>\nAssim, chefiadas por Carlos de Morais Camis\u00e3o e guiadas por Lopes, as tropas brasileiras conseguiram penetrar no territ\u00f3rio paraguaio at\u00e9 Laguna, em abril de 1867. Sem alimentos e atormentadas por c\u00f3lera, tifo e berib\u00e9ri, os brasileiros foram obrigados a fugir, perseguidos de perto pelos paraguaios. A ofensiva, em que Jos\u00e9 Francisco Lopes desejava resgatar sua fam\u00edlia, revelou-se um fracasso.<br \/>\nNa fuga, no entanto, a atua\u00e7\u00e3o de Lopes guiando as tropas brasileiras foi important\u00edssima para impedir que os soldados fossem todos massacrados pelos paraguaios, que utilizavam t\u00e1ticas ind\u00edgenas de guerra. O Guia Lopes mostrou os caminhos aos soldados brasileiros pelas terras sul-mato-grossenses e despistou o inimigo em um terreno de dif\u00edcil acesso neste epis\u00f3dio, chamado de Retirada da Laguna. Entre os brasileiros estava o Visconde de Taunay, que mais tarde escreveria um livro sobre o assunto.<br \/>\nOs brasileiros novamente sofreram com uma epidemia de c\u00f3lera e Lopes tamb\u00e9m adoeceu. De qualquer forma, segundo o Ex\u00e9rcito, Jos\u00e9 Francisco Lopes foi um her\u00f3i at\u00e9 o \u00faltimo dia de sua vida. Mesmo agonizante, ainda guiava a marcha. E negava-se a se poupar, porque &#8220;ningu\u00e9m contraria a vontade de Deus&#8221;. &#8220;Saibamos morrer; os sobreviventes dir\u00e3o o que fizemos&#8221;, disse. Faleceu \u00e0s margens do rio Miranda, hoje munic\u00edpio de Jardim-MS, em 27 de maio de 1867, sendo enterrado ali mesmo; esse lugar hoje \u00e9 chamadde Cemit\u00e9rio dos Her\u00f3is.<br \/>\nDos tr\u00eas mil soldados brasileiros, somente setecentos sobreviveram, mas poderiam ter morrido todos sem Guia Lopes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Laguna: Consagra\u00e7\u00e3o do Her\u00f3i<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi por sua providencial e decisiva participa\u00e7\u00e3o num dos mais dram\u00e1ticos epis\u00f3dios da Guerra do Paraguai, em 1867, que Jos\u00e9 Francisco Lopes (1811-1867) entrou para a galeria dos her\u00f3is cultuados pelo Ex\u00e9rcito Brasileiro, e conquistou seu lugar nas p\u00e1ginas da hist\u00f3ria do Brasil.<br \/>\nCronologia da atua\u00e7\u00e3o do Guia Lopes. O ano \u00e9 1867<br \/>\n1\u00ba de janeiro &#8211; Nomeado pelo governo do Mato Grosso, o coronel Carlos de Morais Camis\u00e3o assume o comando das for\u00e7as que deveriam atuar sobre o Alto Paraguai;<br \/>\n24 de janeiro &#8211; A tropa chega \u00e0 vila de Nioac e Jos\u00e9 Francisco Lopes oferece-se para acompanh\u00e1-la como guia. \u00c9 aceito e logo ganha a confian\u00e7a do coronel Camis\u00e3o, tornando-se seu conselheiro;<br \/>\n25 de fevereiro &#8211; A for\u00e7a marcha sobre a fronteira paraguaia. Forma-se o Conselho de Guerra;<br \/>\n25 de mar\u00e7o &#8211; O Guia Lopes, em companhia de um grupo de \u00edndios Terenas e Guaicurus parte em miss\u00e3o de reconhecimento do terreno. No retorno desta expedi\u00e7\u00e3o recebe o not\u00edcia de que seu filho havia escapado dos paraguaios e viera juntar-se \u00e0s tropas, ap\u00f3s dois anos de cativeiro. O reencontro de pai e filho emociona a todos;<br \/>\n19 de abril &#8211; A tropa brasileira tem o primeiro choque com os paraguaios, coloca-os em fuga e vai acampar \u00e0s margens do rio Apa, na fronteira;<br \/>\n20 de abril &#8211; Os brasileiros tomam a fazenda Machorra, propriedade que o ditador Solano Lopez mantinha em terras brasileiras;<br \/>\n21 de abril &#8211; Os inimigos recuam, os brasileiros cruzam a fronteira e tomam o Forte de Bela Vista. H\u00e1 uma troca de mensagens entre os dois ex\u00e9rcitos. Os paraguaios referem-se ao coronel Camis\u00e3o como Cr\u00e2nio Pelado;<br \/>\n1\u00ba de maio &#8211; Os brasileiros entram na fazenda Laguna, propriedade tamb\u00e9m pertencente a Solano Lopez, que havia sido incendiada e abandonada pelos paraguaios;<br \/>\n4 de maio &#8211; Come\u00e7am a faltar alimentos para os soldados. O mascate italiano Miguel Arcanjo Saraco chega ao acampamento conduzindo duas carretas de v\u00edveres que s\u00e3o insuficientes. Os brasileiros, apesar disto for\u00e7am e tomam um acampamento paraguaio, mas sofrem baixas consider\u00e1veis;<br \/>\n8 de maio &#8211; Acirram-se os combates e crescem as dificuldades. A coluna come\u00e7a a recuar sobre o rio Apa, j\u00e1 em retirada. \u00c9 completamente envolvida pelos inimigos.<br \/>\n11 de maio &#8211; O filho de Lopes \u00e9 ferido;<br \/>\n13 de maio &#8211; Os choques ficam cada vez mais violentos e inc\u00eandios na vegeta\u00e7\u00e3o p\u00f5e em risco a vida da tropa que recua;<br \/>\n18 de maio &#8211; Chove torrencialmente. Os soldados comem a carne dos cachorros da tropa. Est\u00e3o maltrapilhos e debilitados. Arrastam-se pelo solo alagadi\u00e7o sob tiroteio cerrado. Um boi \u00e9 devorado cru pelos soldados. Novo drama: surge uma epidemia de c\u00f3lera;<br \/>\n21 de maio &#8211; Meia l\u00e9gua apenas fora vencida desde o dia 19. Agora come\u00e7a a faltar \u00e1gua.<br \/>\n22 de maio &#8211; O coronel Camis\u00e3o envia mensagem \u00e0 Nioac e pede ajuda;<br \/>\n22 de maio &#8211; Chuva pesada. Mais soldados morrem da peste. O frio fustiga. \u00c0 noite, passado o temporal, a tropa se alimenta de palmitos colhidos pelo Guia Lopes;<br \/>\n25 de maio &#8211; A peste mata mais vinte. Diante do estado de fadiga da tropa e da impossibilidade de transportar os enfermos, o coronel d\u00e1 a ordem de abandon\u00e1-los em uma clareira. &#8220;Compaix\u00e3o para com os col\u00e9ricos&#8221; &#8211; pedia o cartaz deixado pelos brasileiros junto aos que ficaram;<br \/>\n26 de maio &#8211; De c\u00f3lera morre o filho de Lopes. A fazenda Jardim estava pr\u00f3xima. O Guia e o comandante tamb\u00e9m s\u00e3o contaminados pela doen\u00e7a;<br \/>\n27 de maio &#8211; A tropa entra em terreno seguro, a Jardim, propriedade de Lopes que morre ha meia l\u00e9gua de sua casa. \u00c9 enterrado \u00e0s margens do rio Miranda. A expedi\u00e7\u00e3o ou o que restava dela, estava salva.<br \/>\nHomenagem<br \/>\nFoi homenageado no nome da cidade ali erguida, palco da dram\u00e1tica travessia do rio miranda, rebatizada como Guia Lopes da Laguna; apesar da primeira invas\u00e3o paraguaia e do ataque das for\u00e7as paraguaias a coluna do Cel Camis\u00e3o, essa regi\u00e3o continuou a pertencer ao Brasil, Mato Grosso do Sul.<br \/>\nS\u00e3o Roque de Minas \u2013 Terra onde nasceu<br \/>\nPor ocasi\u00e3o da emancipa\u00e7\u00e3o do ent\u00e3o distrito de S\u00e3o Roque, atrav\u00e9s do Decreto-Lei Estadual n\u00ba 148 de 17 de dezembro de 1938, o novo munc\u00edpio foi denominado Guia Lopes, nome este que permaneceu at\u00e9 29 de dezembro de 1962, quando, ap\u00f3s um prebiscito popular promovido pelo TRE-MG, o nome do munic\u00edpio foi alterado para S\u00e3o Roque de Minas, conforme disposto na Lei Estadual n\u00ba 2.764 de 30-12-1962<br \/>\nTamb\u00e9m \u00e9 nome de via p\u00fablica (Rua Guia Lopes); Escola (Escola Municipal Guia Lopes) e pousada (Estalagem Guia Lopes).<br \/>\nNa Pra\u00e7a da Matriz, lado direito \u00e0 frente da Igreja Matriz de S\u00e3o Roque existe o \u201cAltar da P\u00e1tria\u201d, erigido pelo munic\u00edpio em 1967, como marco no centen\u00e1rio da retirada da laguna, por ocasi\u00e3o da passagem nesta cidade, do \u201cFogo Simb\u00f3lico da P\u00e1tria\u201d, numa promo\u00e7\u00e3o do Ex\u00e9rcito Brasileiro, cuja tocha\u00a0 percorreu todo o trajeto das tropas guiadas por Lopes. Nesta ocasi\u00e3o o munic\u00edpio foi agraciado com uma medalha cunhada com o\u00a0 bronze dos canh\u00f5es utilizados na Guerra do Paraguai.<br \/>\nNo altar da p\u00e1tria est\u00e1 cravado uma placa de bronze, sobre mos\u00e1ico do mapa de Minas Gerais, na qual se l\u00ea:<br \/>\n\u201cAltar da P\u00e1tria \u2013 Ao ensejo da inaugura\u00e7\u00e3o deste monumento e da passagem do Fogo Simb\u00f3lico da P\u00e1tria, por estas plagas que viram nascer o grande Jos\u00e9 Francisco Lopes, o guia das tropas brasileiras, o povo rende sua homenagem aos her\u00f3is, erigindo esta l\u00e1pide pela comemora\u00e7\u00e3o do centen\u00e1rio da Retirada da Lagua. S\u00e3o Roque de Minas, 21-6-1967 \u2013 Sendo Prefeito: Jos\u00e9 Morais de Oliveira\u201d.RESUMO DE DATAS E LEIS\u00a0\u00a01675 \u2013 Os temidos \u00edndios cataguazes, primeiros habitantes da regi\u00e3o, foram dizimados pelo bandeirante Louren\u00e7o Castanho Taques;<br \/>\n1758 \u2013 Diogo Bueno da Fonseca, de ordem do ent\u00e3o Governador das Gerais, conseguiu aniquilar em lutas sangrentas, os negros escravos, fugitivos das redondezas e que formaram junto \u00e0s cabeceiras do Rio S\u00e3o Francisco, os c\u00e9lebres quilombos;<br \/>\n1762 \u2013 Manoel Marques de Carvalho funda a cidade de S\u00e3o Roque de Minas, erigindo em terras de sua fazenda, uma capela em honra a S\u00e3o Roque, a qual fica pertencendo \u00e0 freguesia de Piumhi;<br \/>\n26 de fevereiro de 1811 \u2013 Nasce, na Fazenda Tamanca, ent\u00e3o Munic\u00edpio de Piumhi, hoje Munic\u00edpio de S\u00e3o Roque de Minas-MG, Jos\u00e9 Francisco Lopes, o Guia Lopes:<br \/>\n1802 \u2013 A capela de S\u00e3o Roque passa a pertencer \u00e0 freguesia de Bambui;<br \/>\n1823 \u2013 Os paroquianos dirigem veemente apelo ao Bispo de Mariana, pedindo que fique a capela novamente subordinada \u00e0 freguesia de Piumhi;<br \/>\n1825 \u2013 Dom Frei Jos\u00e9 da Sant\u00edssima Trindade, em visita pastoral \u00e0 capela, lavra a decis\u00e3o determinando fique o templo subordinado \u00e0 freguesia de Piumhi;<br \/>\n1858 \u2013 Belarmino Rodrigues de Melo que adquiriu a fazenda, anteriormente pertencente ao fundador da cidade, Manoel Marque de Carvalho, doa as terras que vieram a formar o patrim\u00f4nio da futura cidade de S\u00e3o Roque de Minas;<br \/>\n08 de junho de 1858 \u2013 Pela Lei Provincial n\u00ba 906, foi criada a Par\u00f3quia de S\u00e3o Roque, pertencente ao arcebispado de Mariana-MG<br \/>\n14 de setembro de 1891 \u2013 A Lei Estadual n\u00ba 2, cria o Distrito de S\u00e3o Roque, pertencente ao Munic\u00edpio de Piumhi.<br \/>\n02 de mar\u00e7o de 1938 \u2013 A Lei Org\u00e2nica Federal n\u00ba 311, estabelece a cria\u00e7\u00e3o de novos munic\u00edpios;<br \/>\n17 de dezembro de 1938 \u2013 Pelo Decreto-Lei Estadual n\u00ba 148, o Distrito de S\u00e3o Roque, foi elevado \u00e0 categoria de Munic\u00edpio, desmembrando-se do Munic\u00edpio de Piumhi, com a denomina\u00e7\u00e3o de Guia Lopes; a mesma lei cria o Distrito de Serra da\u00a0 Canastra;<br \/>\n01 de janeiro de 1939 \u2013 Foi instalado solenemente o Munic\u00edpio de Guia Lopes. Neste mesmo dia foi tamb\u00e9m instalado o Distrito de Serra da Canastra (S\u00e3o Jo\u00e3o Batista);<br \/>\n31 de dezembro de 1943 \u2013 Pelo Decreto-Lei Estadual n\u00ba 1058 foi criado o Distrito de Vargem Bonita;<br \/>\n12 de dezembro de 1953 \u2013 Pela Lei Estadual n\u00ba 1039 foi criada a Comarca de Guia Lopes, bem como tamb\u00e9m o Distrito de S\u00e3o Jos\u00e9 do Barreiro;<br \/>\n13 de junho de 1954 \u2013 Foi instalado o Distrito de S\u00e3o Jos\u00e9 do Barreiro (Boqueir\u00e3o);<br \/>\n30 de dezembro de 1962 \u2013 Pela Lei Estadual n\u00ba 2764 foi alterado o nome do munic\u00edpio de Guia Lopes para S\u00e3o Roque de Minas; isto ocorreu ap\u00f3s a realiza\u00e7\u00e3o de um plebiscito popular;<\/p>\n<p>Sua popula\u00e7\u00e3o em 2010 era de 6.686 habitantes.<\/p>\n<h2><span id=\"Cultura\" class=\"mw-headline\">Cultura<\/span><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00e3o Roque de Minas \u00e9 uma cidade tipicamente mineira com tra\u00e7os culturais influenciados por portugueses e italianos, que s\u00e3o percebidos na sua religiosidade, culin\u00e1ria, arquitetura, agricultura e no modo de falar dos habitantes locais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O queijo canastra, patrim\u00f4nio nacional, \u00e9 produzido h\u00e1 mais de 200 anos na regi\u00e3o pelos primeiros colonizadores portugueses que chegaram ao local, sendo um prato t\u00edpico e indispens\u00e1vel na mesa dos moradores da regi\u00e3o da Serra da Canastra.<sup><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/S%C3%A3o_Roque_de_Minas#cite_note-8\">[8]<\/a><\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00e3o v\u00e1rios os causos e lendas contadas pela popula\u00e7\u00e3o local, a mais famosa delas \u00e9 a Lenda da Zagaia, que \u00e9 uma antiga fazenda localizada no chapad\u00e3o da Zagaia no qual tropeiros que passavam pelo local conduzindo suas boiadas permaneciam l\u00e1 para pernoitarem. Por\u00e9m, no meio da noite, eram surpreendidos por uma armadilha de madeira e pontas de ferro que ficava escondida no forro do teto da casa, despencando e matando os que dormiam no local.<sup><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/S%C3%A3o_Roque_de_Minas#cite_note-9\">[9]<\/a><\/sup><sup><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/S%C3%A3o_Roque_de_Minas#cite_note-10\">[10]<\/a><\/sup><\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><span id=\"Turismo\" class=\"mw-headline\">Turismo<\/span><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma das entradas do\u00a0<a title=\"Parque Nacional da Serra da Canastra\" href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Parque_Nacional_da_Serra_da_Canastra\">Parque Nacional da Serra da Canastra<\/a>, S\u00e3o Roque de Minas tem v\u00e1rias atra\u00e7\u00f5es naturais, com destaque para a\u00a0<a title=\"Cachoeira Casca d\u00b4Anta\" href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Cachoeira_Casca_d%27Anta\">Cachoeira Casca d\u00b4Anta<\/a>, com 186 metros de queda. Outras atra\u00e7\u00f5es s\u00e3o a Cachoeiras Ant\u00f4nio Ricardo e o Po\u00e7o das Orqu\u00eddeas. Outras cachoeiras como Cap\u00e3o Forro e Cachoeira do Nego s\u00e3o procuradas para a pr\u00e1tica de\u00a0<a title=\"Rapel\" href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Rapel\">rapel<\/a>\u00a0e o\u00a0<a class=\"mw-redirect\" title=\"Canionismo\" href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Canionismo\">canionismo<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No distrito\u00a0<a class=\"new\" title=\"S\u00e3o Jos\u00e9 do Barreiro (distrito de S\u00e3o Roque de Minas) (p\u00e1gina n\u00e3o existe)\" href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/w\/index.php?title=S%C3%A3o_Jos%C3%A9_do_Barreiro_(distrito_de_S%C3%A3o_Roque_de_Minas)&amp;action=edit&amp;redlink=1\">S\u00e3o Jos\u00e9 do Barreiro<\/a>, pr\u00f3ximo da Cachoeira Casca d\u00b4Anta, os visitantes fazem trilhas e procuram as piscinas do\u00a0<a title=\"Rio S\u00e3o Francisco\" href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Rio_S%C3%A3o_Francisco\">Rio S\u00e3o Francisco<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro local procurado \u00e9 o Vale do C\u00f3rrego da Lavra, cristalino afluente do S\u00e3o Francisco, com as cachoeiras da Lavra e Lavrinha\u00a0<sup><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/S%C3%A3o_Roque_de_Minas#cite_note-11\">[11]<\/a><\/sup>. O munic\u00edpio de S\u00e3o Roque de Minas (ex-Guia Lopes) faz parte da regi\u00e3o onde, conforme o historiador Diogo de Vasconcelos, no passado habitavam os \u00edndios cataguazes (catu-An\u00e1), que em 1675 foram eliminados pelo bandeirante Louren\u00e7o Castanho. Nestas terras, foram alojados os negros escravos fugidos das redondezas, que com o tempo, formaram os c\u00e9lebres quilombos, aproveitando as terras f\u00e9rteis da cabeceira do Rio S\u00e3o Francisco. Os ex-escravos viviam agora da agricultura, da pesca e da ca\u00e7a, e durante longos anos resistiram ao dom\u00ednio do homem branco. No meado do s\u00e9culo XVIII, acreditasse que em 1758, Diogo Bueno da Fonseca, de ordem do ent\u00e3o Governador das Gerais, aniquilou os ex-escravos em lutas sangrentas. Depois deste massacre, estas terras passaram a ser habitadas por mesti\u00e7os e brancos provindos dos centros de minera\u00e7\u00e3o, das vizinhan\u00e7as ent\u00e3o em decad\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O povoado de S\u00e3o Roque de Minas surgiu, como a maioria dos munic\u00edpios brasileiros, devido \u00e0 f\u00e9 dos seus habitantes, que constru\u00edram uma capela em honra a S\u00e3o Roque.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O munic\u00edpio foi criado em 17 de dezembro de 1938, Lei 148, com o nome de Guia Lopes (em homenagem a Jos\u00e9 Francisco Lopes, seu filho mais ilustre, her\u00f3i da Retirada de Laguna, bravo guia das tropas brasileiras) desmembrado de Piumhi. Que em 30 de dezembro de 1962, passou a ser conhecida por S\u00e3o Roque de Minas, em plebiscito democr\u00e1tico. Serra da Canastra<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Localizada em S\u00e3o Roque de Minas \u2013 MG. A 320 Km de Belo Horizonte e 550 Km de S\u00e3o Paulo, possuindo uma \u00e1rea de 71.525h, com 173Km de per\u00edmetro. Local por onde passa o Rio S\u00e3o Francisco, qual conforme estudos recentes, t\u00eam sua nascente real e geogr\u00e1fica localizada no munic\u00edpio de\u00a0<a title=\"Medeiros\" href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Medeiros\">Medeiros<\/a>,\u00a0<a title=\"Minas Gerais\" href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Minas_Gerais\">Minas Gerais<\/a>. Na\u00a0<a class=\"mw-redirect\" title=\"Serra da Canastra\" href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Serra_da_Canastra\">Serra da Canastra<\/a>, no munic\u00edpio de S\u00e3o Roque de Minas, encontra-se a aproximadamente 1200 metros de altitude a chamada nascente hist\u00f3rica, a qual por muito tempo se pensou ser a nascente real. Conhecido como rio da unidade nacional, que em sua primeira queda despenca de uma escarpa da serra de 186 metros de altura formando a Cachoeira Casca D\u00b4Anta e percorrendo quase 3.000 Km banhando cinco estado do Brasil e desaguando no mar entre Alagoas e Sergipe.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Serra da Canastra \u00e9 bel\u00edssima. Ao percorrer o parque nacional da Serra da Canastra, o visitante ir\u00e1 se deparar com uma fonte inesgot\u00e1vel de novidades e surpresa, conta com mais de 30 cachoeiras no parque e no seu entorno, formam duchas e piscinas naturais, com uma rica fauna que cont\u00e9m entre outros o pato mergulh\u00e3o, lobo-guar\u00e1, tamandu\u00e1 bandeira, gavi\u00e3o caracar\u00e1, veado campeiro, muito destes em vias de extin\u00e7\u00e3o. A vegeta\u00e7\u00e3o do parque \u00e9 t\u00edpica do cerrado, campos rupestres com manchas que indicam ser uma zona de transi\u00e7\u00e3o entre o primeiro e Mata Atl\u00e2ntica. Neste cen\u00e1rio \u00e9 poss\u00edvel observar esp\u00e9cies como a fruta-do-lobo, pau-santo, lixeira, pau de colher, abundantes orqu\u00eddeas e brom\u00e9lias, canelas de ema e outros. A vegeta\u00e7\u00e3o do parque \u00e9 composta por campos de altitudes, matas ciliares e cerrado na parte oeste. Acima de 1.200m, no alto da Casca D\u00b4Anta, vicejam arnicas, canela de ema e outras vegeta\u00e7\u00f5es rupestres. A apenas 6,5Km da Portaria I do Parque. De determinados locais, a vista da Serra, circunda por escarpas, se assemelhando a um ba\u00fa ou canastra. Da\u00ed o top\u00f4nimo. A regi\u00e3o n\u00e3o tem extremos de temperatura: em julho a m\u00ednima \u00e9 de 17\u00baC e em janeiro a m\u00e1xima \u00e9 de 31\u00baC. O Parque Nacional da Serra da Canastra est\u00e1 situado na regi\u00e3o sudeste do Estado de Minas Gerais, entre os meridianos 46\u00ba15\u00b4W e 47\u00ba00\u00b4W e os paralelos 20\u00ba00\u00b4S e 20\u00ba30\u00b4S. Abrange parte dos Munic\u00edpios de S\u00e3o Roque de Minas, Sacramento e Delfin\u00f3polis, compreendendo uma \u00e1rea de 71.525 h\u00e1, delineada por um per\u00edmetro de 173,4 Km.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As manifesta\u00e7\u00f5es mais representativas de segmentos da sociedade mineira com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de um parque na serra da Canastra datam de 1971, dentro do qual ficariam protegidos a vegeta\u00e7\u00e3o e a fauna caracter\u00edstica daquela regi\u00e3o, e principalmente, as nascentes e \u00e1reas da bacia hidrogr\u00e1fica do rio S\u00e3o Francisco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Atrav\u00e9s do requerimento n\u00ba 109, a Assembl\u00e9ia Legislativa do Estado de Minas Gerais aprovou a necessidade da cria\u00e7\u00e3o do parque Nacional da Serra da Canastra, em 1971, e logo no in\u00edcio do ano seguinte, 1972, o Superintendente da SUDENE declarava: \u201cConsiderando que o referido Parque seria o \u00fanico existente nas regi\u00f5es do m\u00e9dio e alto S\u00e3o Francisco, sua import\u00e2ncia parece-nos plenamente justific\u00e1vel pelos m\u00faltiplos fins de prote\u00e7\u00e3o \u00e0 flora, fauna, conserva\u00e7\u00e3o do solo, conserva\u00e7\u00e3o das reservas de \u00e1gua e recrea\u00e7\u00e3o\u201d. O Decreto-Lei n\u00ba 1.207, de sete de fevereiro de 1972, que criou o Parque Nacional para o Vale do S\u00e3o Francisco (PROVALE), dava ao antigo Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal (IBDF) a incumb\u00eancia de promover a prote\u00e7\u00e3o das nascentes hist\u00f3ricas e geogr\u00e1ficas do rio S\u00e3o Francisco e de \u00e1reas de sua bacia hidrogr\u00e1fica, mediante a implanta\u00e7\u00e3o de projetos de reflorestamento e cria\u00e7\u00e3o de parques Nacionais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1977, para fins de demarca\u00e7\u00e3o topogr\u00e1fica delimitou uma \u00e1rea de 71.525 ha., e o per\u00edmetro de 173,4 Km.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><span id=\"Acesso_.C3.A0_Serra_da_Canastra\" class=\"mw-headline\">Acesso \u00e0 Serra da Canastra<\/span><\/h2>\n<div class=\"tright thumb\" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"thumbinner\"><a class=\"image\" href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Ficheiro:Nascente_rio_s_francisco_pnsc.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"thumbimage\" src=\"https:\/\/upload.wikimedia.org\/wikipedia\/commons\/thumb\/2\/2a\/Nascente_rio_s_francisco_pnsc.jpg\/300px-Nascente_rio_s_francisco_pnsc.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"169\" \/><\/a><\/p>\n<div class=\"thumbcaption\">\n<div class=\"magnify\"><\/div>\n<p>Nascente do rio S\u00e3o Francisco em S\u00e3o Roque de Minas<\/p><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"tleft thumb\" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"thumbinner\"><a class=\"image\" href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Ficheiro:Parque_nacional_da_serra_da_canastra_,_nascente_do_rio_S%C3%A3o_Francisco.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"thumbimage\" src=\"https:\/\/upload.wikimedia.org\/wikipedia\/commons\/thumb\/4\/45\/Parque_nacional_da_serra_da_canastra_%2C_nascente_do_rio_S%C3%A3o_Francisco.jpg\/200px-Parque_nacional_da_serra_da_canastra_%2C_nascente_do_rio_S%C3%A3o_Francisco.jpg\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"301\" \/><\/a><\/p>\n<div class=\"thumbcaption\">\n<div class=\"magnify\"><\/div>\n<p>Nascente do Rio S\u00e3o Francisco<\/p><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">O acesso ao Parque Nacional da Serra da Canastra se d\u00e1 por via terrestre, utilizando-se rodovias que interligam a regi\u00e3o do Tri\u00e2ngulo Mineiro e as capitais dos Estados de Minas Gerais e S\u00e3o Paulo. Partindo de Belo Horizonte, o acesso pode ser feito atrav\u00e9s da MG-050, que tem seu entroncamento com a BR-381 em Betim, passando por Divin\u00f3polis, Formiga e Piumhi. De Piumhi, por uma estrada asfaltada (MG-341), chega-se a S\u00e3o Roque de Minas, sede municipal mais pr\u00f3xima do parque, distante cerca de 7 Km da entrada principal (portaria I). O conselho que \u00e9 dado ao visitante do Parque Nacional da Serra da Canastra \u00e9 que n\u00e3o deixe nada al\u00e9m de pegadas. N\u00e3o mate nada al\u00e9m do tempo. N\u00e3o leve nada al\u00e9m de fotografias. N\u00e3o queime nada al\u00e9m de calorias.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>DAS ENTRADAS E BANDEIRAS AOS DIAS ATUAIS O Munic\u00edpio de S\u00e3o Roque de Minas faz parte da regi\u00e3o onde anteriormente habitavam os temidos \u00cdndios Cataguazes, (Catu-An\u00e1 ou Catagu\u00e1s), que em 1675 foram dizimados pelo bandeirante Louren\u00e7o Castanho Taques. 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