História e dados

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DAS ENTRADAS E BANDEIRAS AOS DIAS ATUAIS

O Munic√≠pio de S√£o Roque de Minas faz parte da regi√£o onde anteriormente habitavam os temidos √ćndios Cataguazes, (Catu-An√° ou Catagu√°s), que em 1675 foram dizimados pelo bandeirante Louren√ßo Castanho Taques.
Alojaram-se em suas terras, posteriormente, os negros escravos, fugidos das redondezas, que ali formaram os c√©lebres quilombos, aproveitando as terras f√©rteis da cabeceira do Rio S√£o Francisco, ent√£o denominado ‚ÄúCabrestos Grandes‚ÄĚ. Esses negros viviam da agricultura, da pesca e da ca√ßa, e, durante longos anos resistiram ao dom√≠nio dos brancos. Somente em meados do s√©culo XVIII, possivelmente em 1758, Diogo Bueno da Fonseca, de ordem do ent√£o Governador das Gerais, conseguiu aniquil√°-los em lutas sangrentas.
A partir dessa época, a região passou a ser povoada por mestiços e brancos provindos dos centros de mineração das vizinhanças, então em decadência.
O povoado surgiu como na maioria dos municípios brasileiros; da fé religiosa dos seus habitantes, que, em 1762 construíram uma capela em honra a São Roque, sob a liderança de Manoel Marques de Carvalho, o fundador da cidade. A capela localizava-se em terreno da fazenda de propriedade do fundador, onde hoje denomina-se Capela Vellha.
Posteriormente a fazenda foi vendida a Belarmino Rodrigues de Melo, que, em 1858, doou as terras que vieram a formar o patrim√īnio da futura cidade de S√£o Roque de Minas. O povoado tomou o nome de S√£o Roque.
A Par√≥quia de S√£o Roque foi criado pela Lei Provincial n¬ļ 906 de 08-06-1858, ent√£o pertencente ao arcebispado de Mariana-MG
O Distrito de S√£o Roque foi criado pela Lei Estadual n¬ļ 2, de 14 de setembro de 1891, pertencente ao Munic√≠pio de Piumhi, onde o denominado povoado de S√£o Roque passou √† categoria de Vila de S√£o Roque. Na Divis√£o Administrativa, em 1911, nos quadros de apura√ß√£o do Recenseamento Geral de 01 de setembro de 1920, e na divis√£o administrativa do Estado, fixada pela Lei Estadual n¬ļ 843, de 07 de setembro de 1923, o referido distrito figura como integrante do Munic√≠pio de Piumhi; mantido o mesmo quadro na divis√£o administrativa de 1933, bem como nas divis√Ķes de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, e tamb√©m no anexo ao Decreto-lei Estadual n¬ļ 88, de 30 de mar√ßo de 1938.
A Lei Org√Ęnica Federal n¬ļ 311, de 02 de mar√ßo de 1938 estabelece a cria√ß√£o de novos munic√≠pios, mas, somente em 17 de dezembro de 1938, por for√ßa do Decreto-Lei Estadual n¬ļ 148, criou-se o Munic√≠pio de Guia Lopes e a ent√£o Vila de S√£o Roque, foi elevada √† categoria de Sede do referido Munic√≠pio, desmembrando-se de Piumhi; o mesmo Decreto-lei criou tamb√©m o Distrito de Serra da Canastra (ex-S√£o Jo√£o Batista da Serra da Canastra), cuja sede passou a denominar-se Vila de Serra da Canastra.
Em 01 de janeiro de 1939 é instalado solenemente o Município de Guia Lopes bem como o Distrito de Serra da Canastra.
A denomina√ß√£o de Guia Lopes, foi em homenagem a Jos√© Francisco Lopes, seu ilustre filho e bravo guia das tropas brasileiras durante a c√©lebre ‚ÄúRetirada da Laguna‚ÄĚ.
Na divis√£o judici√°rio-administrativa do Estado, estabelecido pelo mesmo Decreto-Lei Estadual n¬ļ 148, para vigorar no q√ľinq√ľ√™nio 1939-1943, se apresenta o Munic√≠pio subdividido em 2 distritos: Guia Lopes (ex-S√£o Roque), desligado do Munic√≠pio de Piumhi, e Serra da Canastra (ex-S√£o Jo√£o Batista da Serra da Canastra), desanexado do Munic√≠pio de Sacramento.
Segundo a divis√£o territorial do Estado, vigente em 1944-1948, e estatu√≠da pelo Decreto-lei Estadual n¬ļ 1.058, de 31 de dezembro de 1943, o Munic√≠pio de Guia Lopes subdivide-se em 3 distritos: o da Sede (Guia Lopes) e o de Serra da Canastra e mais o de Vargem Bonita, cuja sede passou a denominar-se Vila de Vargem Bonita, sendo este criado pelo referido Decreto-lei n¬ļ 1.058, de 31 de dezembro de 1943, com territ√≥rio desmembrado do distrito-sede do pr√≥prio Munic√≠pio de Guia Lopes.
De conformidade com as divis√Ķes territoriais do Estado, em vigor nos q√ľinq√ľ√™nios 1939-1843 e 1944-1948, e fixados, respectivamente, pelos Decretos-leis Estaduais n¬ļs 148 de 17 de dezembro de 1938, e 1.058 de 31 de dezembro de 1943, o Munic√≠pio de Guia Lopes, criado pelo primeiro dos Decretos-Leis citados, subordina-se ao termo e √† Comarca de Piumhi.
Guia Lopes foi elevada a sede de Comarca pela Lei Estadual n¬ļ 1.039 de 12 de dezembro de 1953, lei esta que criou tamb√©m o Distrito de S√£o Jos√© do Barreiro, cuja sede passou a denominar-se Vila de S√£o Jos√© do Barreiro, pertencente ao ent√£o Munic√≠pio de Guia Lopes, cujo per√≠metro urbano e suburbano da mesma foi delimitado pela Lei Municipal n¬ļ 173 de 12 de janeiro de 1954.
Em 13 de Junho de 1954 é instalado solenemente o Distrito de São José do Barreiro.
Ap√≥s um plebiscito popular realizado em 1962, o Munic√≠pio de Guia Lopes, por for√ßa da Lei Estadual n¬ļ 2.764, de 30 de dezembro de 1962, teve sua denomina√ß√£o alterada para S√£o Roque de Minas. (S√£o Roque de Minas, para diferenciar do Munic√≠pio j√° existente de S√£o Roque, sede do mesmo nome, no Estado de S√£o Paulo
José Francisco Lopes
O Guia Lopes

Nasceu na hoje Fazenda Tamanca (pesque-pague Gar√ßa Branca, de propriedade de Jo√£o Arantes de Faria Neto ‚Äď Jo√£o do Zacarias), zona rural no munic√≠pio de S√£o Roque de Minas-MG,¬† localizada no quil√īmetro 6, da estrada secund√°ria, S√£o Roque de Minas/Vargem Bonita, em 26 de fevereiro de 1811, filho de Ant√īnio Francisco Lopes e de Teot√īnia Joaquina de Souza Neta. A fazenda onde nasceu foi de propriedade da fam√≠lia Lopes at√© o final do s√©culo XIX, quando ent√£o foi transferida para a fam√≠lia Arantes que a mant√©m at√© hoje.
Jos√© Francisco Lopes, o ‚ÄúGuia Lopes‚ÄĚ, ilustre filho de S√£o Roque de Minas e bravo guia das tropas brasileiras durante a c√©lebre ‚ÄúRetirada da Laguna‚ÄĚ, foi bartizado em Piumhi-MG, conforme transcrito na √≠ntegra a sua Certid√£o de Batismo:
‚ÄúPar√≥quia de Nossa Senhora do Livramento de Piumhi-MG ‚Äď Certid√£o de Batismo de Jos√© Francisco Lopes. Livro de Registros de Batismos n¬ļ 1, primeiro caderno, p√°ginas 43 e v¬ļ: ‚ÄėAos 7 de maio de 1911, batizei e pus os santos √≥leos a Jos√© P√°rvulo, nascido a 26 de fevereiro, filho leg√≠timo de Ant√īnio Francisco Lopes e Teot√īnia Joaquina de Souza Neta; pela parte paterna, de Manoel Francisco Lopes, natural de Portugal e de Joana da Costa Ribeiro, natural da Freguezia de Itabira; pela parte materna, de Joaquim de Souza Costa, natural de Itaverava e de Teot√īnia Maria das Neves, natural de Curral Del-Rey. Foram padrinhos: Francisco de Paula Machado e Maria Fel√≠cia de Jesus, solteiros, filhos do furriel Ant√īnio Vicente Machado, todos desta freguezia. Para constar, fiz este assento. O Vig√°rio: Vicente In√°cio da Silva‚ÄĚ
Ainda jovem transferiu-se com sua família para o Mato Grosso do Sul, em área próxima ao Paraguai. Na fazenda da família, de nome Jardim, dedicaram-se à pecuária. Por ser o local ainda ocupado por povos indígenas, a criação de gado se fazia de forma extensiva, o que permitiu que José Francisco Lopes e seus irmãos se tornassem profundos conhecedores da região que seria o palco da Guerra do Paraguai.
Por viverem em uma área isolada e desprotegida, logo no início dos conflitos, em 1864, após uma incursão dos paraguaios pelo território brasileiro, as tropas sequestraram a esposa e os quatro filhos de José Francisco Lopes, levando-os presos para aquele país.
Tomado por um sentimento de vingança, José Francisco Lopes alistou-se voluntariamente no Exército brasileiro para guiar as tropas que iniciavam uma ofensiva por terra ao território paraguaio. As tropas, vindas do Rio de Janeiro, tendo recebido reforços de Uberaba, encontraram várias cidades do sul mato-grossense abandonadas, entre elas Coxim e Miranda. Ademais, após tamanha caminhada, ao chegarem aos limites do território brasileiro, já se encontravam exaustos e fragilizados. José Francisco Lopes abriu mão do gado da família para alimentá-los.
Assim, chefiadas por Carlos de Morais Camisão e guiadas por Lopes, as tropas brasileiras conseguiram penetrar no território paraguaio até Laguna, em abril de 1867. Sem alimentos e atormentadas por cólera, tifo e beribéri, os brasileiros foram obrigados a fugir, perseguidos de perto pelos paraguaios. A ofensiva, em que José Francisco Lopes desejava resgatar sua família, revelou-se um fracasso.
Na fuga, no entanto, a atuação de Lopes guiando as tropas brasileiras foi importantíssima para impedir que os soldados fossem todos massacrados pelos paraguaios, que utilizavam táticas indígenas de guerra. O Guia Lopes mostrou os caminhos aos soldados brasileiros pelas terras sul-mato-grossenses e despistou o inimigo em um terreno de difícil acesso neste episódio, chamado de Retirada da Laguna. Entre os brasileiros estava o Visconde de Taunay, que mais tarde escreveria um livro sobre o assunto.
Os brasileiros novamente sofreram com uma epidemia de c√≥lera e Lopes tamb√©m adoeceu. De qualquer forma, segundo o Ex√©rcito, Jos√© Francisco Lopes foi um her√≥i at√© o √ļltimo dia de sua vida. Mesmo agonizante, ainda guiava a marcha. E negava-se a se poupar, porque “ningu√©m contraria a vontade de Deus”. “Saibamos morrer; os sobreviventes dir√£o o que fizemos”, disse. Faleceu √†s margens do rio Miranda, hoje munic√≠pio de Jardim-MS, em 27 de maio de 1867, sendo enterrado ali mesmo; esse lugar hoje √© chamadde Cemit√©rio dos Her√≥is.
Dos três mil soldados brasileiros, somente setecentos sobreviveram, mas poderiam ter morrido todos sem Guia Lopes.

Laguna: Consagração do Herói

Foi por sua providencial e decisiva participação num dos mais dramáticos episódios da Guerra do Paraguai, em 1867, que José Francisco Lopes (1811-1867) entrou para a galeria dos heróis cultuados pelo Exército Brasileiro, e conquistou seu lugar nas páginas da história do Brasil.
Cronologia da atuação do Guia Lopes. O ano é 1867
1¬ļ de janeiro – Nomeado pelo governo do Mato Grosso, o coronel Carlos de Morais Camis√£o assume o comando das for√ßas que deveriam atuar sobre o Alto Paraguai;
24 de janeiro – A tropa chega √† vila de Nioac e Jos√© Francisco Lopes oferece-se para acompanh√°-la como guia. √Č aceito e logo ganha a confian√ßa do coronel Camis√£o, tornando-se seu conselheiro;
25 de fevereiro РA força marcha sobre a fronteira paraguaia. Forma-se o Conselho de Guerra;
25 de março РO Guia Lopes, em companhia de um grupo de índios Terenas e Guaicurus parte em missão de reconhecimento do terreno. No retorno desta expedição recebe o notícia de que seu filho havia escapado dos paraguaios e viera juntar-se às tropas, após dois anos de cativeiro. O reencontro de pai e filho emociona a todos;
19 de abril РA tropa brasileira tem o primeiro choque com os paraguaios, coloca-os em fuga e vai acampar às margens do rio Apa, na fronteira;
20 de abril – Os brasileiros tomam a fazenda Machorra, propriedade que o ditador Solano Lopez mantinha em terras brasileiras;
21 de abril – Os inimigos recuam, os brasileiros cruzam a fronteira e tomam o Forte de Bela Vista. H√° uma troca de mensagens entre os dois ex√©rcitos. Os paraguaios referem-se ao coronel Camis√£o como Cr√Ęnio Pelado;
1¬ļ de maio – Os brasileiros entram na fazenda Laguna, propriedade tamb√©m pertencente a Solano Lopez, que havia sido incendiada e abandonada pelos paraguaios;
4 de maio РComeçam a faltar alimentos para os soldados. O mascate italiano Miguel Arcanjo Saraco chega ao acampamento conduzindo duas carretas de víveres que são insuficientes. Os brasileiros, apesar disto forçam e tomam um acampamento paraguaio, mas sofrem baixas consideráveis;
8 de maio – Acirram-se os combates e crescem as dificuldades. A coluna come√ßa a recuar sobre o rio Apa, j√° em retirada. √Č completamente envolvida pelos inimigos.
11 de maio РO filho de Lopes é ferido;
13 de maio – Os choques ficam cada vez mais violentos e inc√™ndios na vegeta√ß√£o p√Ķe em risco a vida da tropa que recua;
18 de maio РChove torrencialmente. Os soldados comem a carne dos cachorros da tropa. Estão maltrapilhos e debilitados. Arrastam-se pelo solo alagadiço sob tiroteio cerrado. Um boi é devorado cru pelos soldados. Novo drama: surge uma epidemia de cólera;
21 de maio РMeia légua apenas fora vencida desde o dia 19. Agora começa a faltar água.
22 de maio РO coronel Camisão envia mensagem à Nioac e pede ajuda;
22 de maio РChuva pesada. Mais soldados morrem da peste. O frio fustiga. À noite, passado o temporal, a tropa se alimenta de palmitos colhidos pelo Guia Lopes;
25 de maio – A peste mata mais vinte. Diante do estado de fadiga da tropa e da impossibilidade de transportar os enfermos, o coronel d√° a ordem de abandon√°-los em uma clareira. “Compaix√£o para com os col√©ricos” – pedia o cartaz deixado pelos brasileiros junto aos que ficaram;
26 de maio РDe cólera morre o filho de Lopes. A fazenda Jardim estava próxima. O Guia e o comandante também são contaminados pela doença;
27 de maio – A tropa entra em terreno seguro, a Jardim, propriedade de Lopes que morre ha meia l√©gua de sua casa. √Č enterrado √†s margens do rio Miranda. A expedi√ß√£o ou o que restava dela, estava salva.
Homenagem
Foi homenageado no nome da cidade ali erguida, palco da dramática travessia do rio miranda, rebatizada como Guia Lopes da Laguna; apesar da primeira invasão paraguaia e do ataque das forças paraguaias a coluna do Cel Camisão, essa região continuou a pertencer ao Brasil, Mato Grosso do Sul.
S√£o Roque de Minas ‚Äď Terra onde nasceu
Por ocasi√£o da emancipa√ß√£o do ent√£o distrito de S√£o Roque, atrav√©s do Decreto-Lei Estadual n¬ļ 148 de 17 de dezembro de 1938, o novo munc√≠pio foi denominado Guia Lopes, nome este que permaneceu at√© 29 de dezembro de 1962, quando, ap√≥s um prebiscito popular promovido pelo TRE-MG, o nome do munic√≠pio foi alterado para S√£o Roque de Minas, conforme disposto na Lei Estadual n¬ļ 2.764 de 30-12-1962
Tamb√©m √© nome de via p√ļblica (Rua Guia Lopes); Escola (Escola Municipal Guia Lopes) e pousada (Estalagem Guia Lopes).
Na Pra√ßa da Matriz, lado direito √† frente da Igreja Matriz de S√£o Roque existe o ‚ÄúAltar da P√°tria‚ÄĚ, erigido pelo munic√≠pio em 1967, como marco no centen√°rio da retirada da laguna, por ocasi√£o da passagem nesta cidade, do ‚ÄúFogo Simb√≥lico da P√°tria‚ÄĚ, numa promo√ß√£o do Ex√©rcito Brasileiro, cuja tocha¬† percorreu todo o trajeto das tropas guiadas por Lopes. Nesta ocasi√£o o munic√≠pio foi agraciado com uma medalha cunhada com o¬† bronze dos canh√Ķes utilizados na Guerra do Paraguai.
No altar da pátria está cravado uma placa de bronze, sobre mosáico do mapa de Minas Gerais, na qual se lê:
‚ÄúAltar da P√°tria ‚Äď Ao ensejo da inaugura√ß√£o deste monumento e da passagem do Fogo Simb√≥lico da P√°tria, por estas plagas que viram nascer o grande Jos√© Francisco Lopes, o guia das tropas brasileiras, o povo rende sua homenagem aos her√≥is, erigindo esta l√°pide pela comemora√ß√£o do centen√°rio da Retirada da Lagua. S√£o Roque de Minas, 21-6-1967 ‚Äď Sendo Prefeito: Jos√© Morais de Oliveira‚ÄĚ.RESUMO DE DATAS E LEIS¬†¬†1675 ‚Äď Os temidos √≠ndios cataguazes, primeiros habitantes da regi√£o, foram dizimados pelo bandeirante Louren√ßo Castanho Taques;
1758 ‚Äď Diogo Bueno da Fonseca, de ordem do ent√£o Governador das Gerais, conseguiu aniquilar em lutas sangrentas, os negros escravos, fugitivos das redondezas e que formaram junto √†s cabeceiras do Rio S√£o Francisco, os c√©lebres quilombos;
1762 ‚Äď Manoel Marques de Carvalho funda a cidade de S√£o Roque de Minas, erigindo em terras de sua fazenda, uma capela em honra a S√£o Roque, a qual fica pertencendo √† freguesia de Piumhi;
26 de fevereiro de 1811 ‚Äď Nasce, na Fazenda Tamanca, ent√£o Munic√≠pio de Piumhi, hoje Munic√≠pio de S√£o Roque de Minas-MG, Jos√© Francisco Lopes, o Guia Lopes:
1802 ‚Äď A capela de S√£o Roque passa a pertencer √† freguesia de Bambui;
1823 ‚Äď Os paroquianos dirigem veemente apelo ao Bispo de Mariana, pedindo que fique a capela novamente subordinada √† freguesia de Piumhi;
1825 ‚Äď Dom Frei Jos√© da Sant√≠ssima Trindade, em visita pastoral √† capela, lavra a decis√£o determinando fique o templo subordinado √† freguesia de Piumhi;
1858 ‚Äď Belarmino Rodrigues de Melo que adquiriu a fazenda, anteriormente pertencente ao fundador da cidade, Manoel Marque de Carvalho, doa as terras que vieram a formar o patrim√īnio da futura cidade de S√£o Roque de Minas;
08 de junho de 1858 ‚Äď Pela Lei Provincial n¬ļ 906, foi criada a Par√≥quia de S√£o Roque, pertencente ao arcebispado de Mariana-MG
14 de setembro de 1891 ‚Äď A Lei Estadual n¬ļ 2, cria o Distrito de S√£o Roque, pertencente ao Munic√≠pio de Piumhi.
02 de mar√ßo de 1938 ‚Äď A Lei Org√Ęnica Federal n¬ļ 311, estabelece a cria√ß√£o de novos munic√≠pios;
17 de dezembro de 1938 ‚Äď Pelo Decreto-Lei Estadual n¬ļ 148, o Distrito de S√£o Roque, foi elevado √† categoria de Munic√≠pio, desmembrando-se do Munic√≠pio de Piumhi, com a denomina√ß√£o de Guia Lopes; a mesma lei cria o Distrito de Serra da¬† Canastra;
01 de janeiro de 1939 ‚Äď Foi instalado solenemente o Munic√≠pio de Guia Lopes. Neste mesmo dia foi tamb√©m instalado o Distrito de Serra da Canastra (S√£o Jo√£o Batista);
31 de dezembro de 1943 ‚Äď Pelo Decreto-Lei Estadual n¬ļ 1058 foi criado o Distrito de Vargem Bonita;
12 de dezembro de 1953 ‚Äď Pela Lei Estadual n¬ļ 1039 foi criada a Comarca de Guia Lopes, bem como tamb√©m o Distrito de S√£o Jos√© do Barreiro;
13 de junho de 1954 ‚Äď Foi instalado o Distrito de S√£o Jos√© do Barreiro (Boqueir√£o);
30 de dezembro de 1962 ‚Äď Pela Lei Estadual n¬ļ 2764 foi alterado o nome do munic√≠pio de Guia Lopes para S√£o Roque de Minas; isto ocorreu ap√≥s a realiza√ß√£o de um plebiscito popular;

Sua população em 2010 era de 6.686 habitantes.

Cultura

São Roque de Minas é uma cidade tipicamente mineira com traços culturais influenciados por portugueses e italianos, que são percebidos na sua religiosidade, culinária, arquitetura, agricultura e no modo de falar dos habitantes locais.

O queijo canastra, patrim√īnio nacional, √© produzido h√° mais de 200 anos na regi√£o pelos primeiros colonizadores portugueses que chegaram ao local, sendo um prato t√≠pico e indispens√°vel na mesa dos moradores da regi√£o da Serra da Canastra.[8]

São vários os causos e lendas contadas pela população local, a mais famosa delas é a Lenda da Zagaia, que é uma antiga fazenda localizada no chapadão da Zagaia no qual tropeiros que passavam pelo local conduzindo suas boiadas permaneciam lá para pernoitarem. Porém, no meio da noite, eram surpreendidos por uma armadilha de madeira e pontas de ferro que ficava escondida no forro do teto da casa, despencando e matando os que dormiam no local.[9][10]

Turismo

Uma das entradas do¬†Parque Nacional da Serra da Canastra, S√£o Roque de Minas tem v√°rias atra√ß√Ķes naturais, com destaque para a¬†Cachoeira Casca d¬īAnta, com 186 metros de queda. Outras atra√ß√Ķes s√£o a Cachoeiras Ant√īnio Ricardo e o Po√ßo das Orqu√≠deas. Outras cachoeiras como Cap√£o Forro e Cachoeira do Nego s√£o procuradas para a pr√°tica de¬†rapel¬†e o¬†canionismo.

No distrito¬†S√£o Jos√© do Barreiro, pr√≥ximo da Cachoeira Casca d¬īAnta, os visitantes fazem trilhas e procuram as piscinas do¬†Rio S√£o Francisco.

Outro local procurado é o Vale do Córrego da Lavra, cristalino afluente do São Francisco, com as cachoeiras da Lavra e Lavrinha [11]. O município de São Roque de Minas (ex-Guia Lopes) faz parte da região onde, conforme o historiador Diogo de Vasconcelos, no passado habitavam os índios cataguazes (catu-Aná), que em 1675 foram eliminados pelo bandeirante Lourenço Castanho. Nestas terras, foram alojados os negros escravos fugidos das redondezas, que com o tempo, formaram os célebres quilombos, aproveitando as terras férteis da cabeceira do Rio São Francisco. Os ex-escravos viviam agora da agricultura, da pesca e da caça, e durante longos anos resistiram ao domínio do homem branco. No meado do século XVIII, acreditasse que em 1758, Diogo Bueno da Fonseca, de ordem do então Governador das Gerais, aniquilou os ex-escravos em lutas sangrentas. Depois deste massacre, estas terras passaram a ser habitadas por mestiços e brancos provindos dos centros de mineração, das vizinhanças então em decadência.

O povoado de São Roque de Minas surgiu, como a maioria dos municípios brasileiros, devido à fé dos seus habitantes, que construíram uma capela em honra a São Roque.

O município foi criado em 17 de dezembro de 1938, Lei 148, com o nome de Guia Lopes (em homenagem a José Francisco Lopes, seu filho mais ilustre, herói da Retirada de Laguna, bravo guia das tropas brasileiras) desmembrado de Piumhi. Que em 30 de dezembro de 1962, passou a ser conhecida por São Roque de Minas, em plebiscito democrático. Serra da Canastra

Localizada em S√£o Roque de Minas ‚Äď MG. A 320 Km de Belo Horizonte e 550 Km de S√£o Paulo, possuindo uma √°rea de 71.525h, com 173Km de per√≠metro. Local por onde passa o Rio S√£o Francisco, qual conforme estudos recentes, t√™m sua nascente real e geogr√°fica localizada no munic√≠pio de¬†Medeiros,¬†Minas Gerais. Na¬†Serra da Canastra, no munic√≠pio de S√£o Roque de Minas, encontra-se a aproximadamente 1200 metros de altitude a chamada nascente hist√≥rica, a qual por muito tempo se pensou ser a nascente real. Conhecido como rio da unidade nacional, que em sua primeira queda despenca de uma escarpa da serra de 186 metros de altura formando a Cachoeira Casca D¬īAnta e percorrendo quase 3.000 Km banhando cinco estado do Brasil e desaguando no mar entre Alagoas e Sergipe.

A Serra da Canastra √© bel√≠ssima. Ao percorrer o parque nacional da Serra da Canastra, o visitante ir√° se deparar com uma fonte inesgot√°vel de novidades e surpresa, conta com mais de 30 cachoeiras no parque e no seu entorno, formam duchas e piscinas naturais, com uma rica fauna que cont√©m entre outros o pato mergulh√£o, lobo-guar√°, tamandu√° bandeira, gavi√£o caracar√°, veado campeiro, muito destes em vias de extin√ß√£o. A vegeta√ß√£o do parque √© t√≠pica do cerrado, campos rupestres com manchas que indicam ser uma zona de transi√ß√£o entre o primeiro e Mata Atl√Ęntica. Neste cen√°rio √© poss√≠vel observar esp√©cies como a fruta-do-lobo, pau-santo, lixeira, pau de colher, abundantes orqu√≠deas e brom√©lias, canelas de ema e outros. A vegeta√ß√£o do parque √© composta por campos de altitudes, matas ciliares e cerrado na parte oeste. Acima de 1.200m, no alto da Casca D¬īAnta, vicejam arnicas, canela de ema e outras vegeta√ß√Ķes rupestres. A apenas 6,5Km da Portaria I do Parque. De determinados locais, a vista da Serra, circunda por escarpas, se assemelhando a um ba√ļ ou canastra. Da√≠ o top√īnimo. A regi√£o n√£o tem extremos de temperatura: em julho a m√≠nima √© de 17¬ļC e em janeiro a m√°xima √© de 31¬ļC. O Parque Nacional da Serra da Canastra est√° situado na regi√£o sudeste do Estado de Minas Gerais, entre os meridianos 46¬ļ15¬īW e 47¬ļ00¬īW e os paralelos 20¬ļ00¬īS e 20¬ļ30¬īS. Abrange parte dos Munic√≠pios de S√£o Roque de Minas, Sacramento e Delfin√≥polis, compreendendo uma √°rea de 71.525 h√°, delineada por um per√≠metro de 173,4 Km.

As manifesta√ß√Ķes mais representativas de segmentos da sociedade mineira com rela√ß√£o √† cria√ß√£o de um parque na serra da Canastra datam de 1971, dentro do qual ficariam protegidos a vegeta√ß√£o e a fauna caracter√≠stica daquela regi√£o, e principalmente, as nascentes e √°reas da bacia hidrogr√°fica do rio S√£o Francisco.

Atrav√©s do requerimento n¬ļ 109, a Assembl√©ia Legislativa do Estado de Minas Gerais aprovou a necessidade da cria√ß√£o do parque Nacional da Serra da Canastra, em 1971, e logo no in√≠cio do ano seguinte, 1972, o Superintendente da SUDENE declarava: ‚ÄúConsiderando que o referido Parque seria o √ļnico existente nas regi√Ķes do m√©dio e alto S√£o Francisco, sua import√Ęncia parece-nos plenamente justific√°vel pelos m√ļltiplos fins de prote√ß√£o √† flora, fauna, conserva√ß√£o do solo, conserva√ß√£o das reservas de √°gua e recrea√ß√£o‚ÄĚ. O Decreto-Lei n¬ļ 1.207, de sete de fevereiro de 1972, que criou o Parque Nacional para o Vale do S√£o Francisco (PROVALE), dava ao antigo Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal (IBDF) a incumb√™ncia de promover a prote√ß√£o das nascentes hist√≥ricas e geogr√°ficas do rio S√£o Francisco e de √°reas de sua bacia hidrogr√°fica, mediante a implanta√ß√£o de projetos de reflorestamento e cria√ß√£o de parques Nacionais.

Em 1977, para fins de demarcação topográfica delimitou uma área de 71.525 ha., e o perímetro de 173,4 Km.

Acesso à Serra da Canastra

Nascente do rio S√£o Francisco em S√£o Roque de Minas

Nascente do Rio S√£o Francisco

O acesso ao Parque Nacional da Serra da Canastra se d√° por via terrestre, utilizando-se rodovias que interligam a regi√£o do Tri√Ęngulo Mineiro e as capitais dos Estados de Minas Gerais e S√£o Paulo. Partindo de Belo Horizonte, o acesso pode ser feito atrav√©s da MG-050, que tem seu entroncamento com a BR-381 em Betim, passando por Divin√≥polis, Formiga e Piumhi. De Piumhi, por uma estrada asfaltada (MG-341), chega-se a S√£o Roque de Minas, sede municipal mais pr√≥xima do parque, distante cerca de 7 Km da entrada principal (portaria I). O conselho que √© dado ao visitante do Parque Nacional da Serra da Canastra √© que n√£o deixe nada al√©m de pegadas. N√£o mate nada al√©m do tempo. N√£o leve nada al√©m de fotografias. N√£o queime nada al√©m de calorias.

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